:: Campanha para a criação de uma Unidade de Conservação na Baía da Babitonga ::
PARTICIPE!
VAMOS LUTAR PELA CRIAÇÃO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO NA COSTA BRASILEIRA E DAR UM IMPORTANTE PASSO PARA A PRESERVAÇÃO DA TONINHA!
Recentemente tem sido grandes e importantíssimos os esforços para a criação de Unidades de Conservação florestais em todo o país. Contudo, a zona costeira e seus frágeis ecossistemas têm recebido pouca atenção, ao mesmo tempo que vêm sofrendo um processo crescente de degradação, relacionado a uma ocupação intensa e desordenada dos espaços. Portanto, é urgente a necessidade de criação de áreas de proteção nos ambientes marinhos ao longo da costa brasileira, pois a curto prazo áreas muito importantes poderão ser totalmente comprometidas!
O estuário da Baía da Babitonga, com 160 km2, está localizado no litoral norte do estado de Santa Catarina. Abriga a última grande formação de manguezais do hemisfério sul, com 6.200 ha de bosques de mangue (IBAMA, 1998). Os manguezais, inseridos no bioma Mata Atlântica, são ecossistemas de transição que desempenham importantes funções ambientais, como berçário da vida marinha e proteção da linha de costa, entre outras. As áreas do entorno da Baía da Babitonga estão classificadas como de prioridade "extremamente alta" no Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira (PROBIO), que identifica as Áreas Prioritárias para Conservação, Utilização e Repartição de Benefícios da Biodiversidade Brasileira. Para esta áreas, o PROBIO (2003) recomenda o manejo e criação de Unidades de Conservação. A Baía da Babitonga também encontra-se na lista de Áreas Prioritárias para a Conservação da Biodiversidade dos Mamíferos Marinhos do relatório de "Avaliação e Ações Prioritárias para a Conservação da Zona Costeira e Marinha", estando classificada como de importância biológica "extremamente alta" (MMA, 2002).
A área abriga duas populações de mamíferos marinhos: o boto cinza, Sotalia guianensis, cuja população apresenta elevados níveis de residência (HARDT, 2005) e está classificada com o status de "dados insuficientes" no Plano de Ação de Mamíferos Aquáticos do Brasil" (IBAMA, 2001). A toninha, Pontoporia blainvillei, é a única espécie de pequeno cetáceo relacionado na "Lista Oficial das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção" (IBAMA, 2003) e a Baía da Babitonga é a única região do Brasil onde uma população desta espécie ocorre em ambiente estuarino, utilizando a área ao longo de todo o ano para alimentação, descanso, reprodução e cria de filhotes (CREMER & SIMÕES-LOPES, 2005). O IBAMA (2001) recomenda a seleção de áreas para proteção e criação de novas UCs como providência para incrementar a conservação de mamíferos aquáticos no Brasil. A Baía da Babitonga e costa adjacente também é uma importante área no ciclo de vida do mero, Epinephelus itajara. O mero aparece no Anexo 2 da lista de espécies de organismos aquáticos na categoria "sobre-explotado" (IN-MMA No 05/2004), em complemento à "Lista Oficial das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção". A União Mundial para a Conservação da Natureza considera esta espécie como criticamente em perigo de extinção (SADOVY, 1996).
Em fevereiro de 2005, o CMA-Sul/IBAMA, juntamente com várias entidades que atuam na região, encaminharam uma proposta para a criação de uma Unidade de Conservação da categoria "Reserva de Fauna". A área proposta inclui toda a lâmina d´água da baía e os bosques de mangue, além da costa adjacente até a isóbata de 20 metros, excluindo contudo a área do porto de São Francisco do Sul, instalado na região há mais de 40 anos, e a área frontal do município de São Francisco do Sul. A realidade desta região requer uma ação integrada, que vise o uso sustentável da região, garantindo a conservação deste ecossistema e suas espécies-chave, juntamente com o manejo das atividades tradicionais da região.
Ajude a salvar estas espécies ameaçadas e seu ecossistema!!
A Solamac pede a ajuda de todos para ajudar nesta campanha, para que pressionem o governo a decretar imediatamente a criação desta singular área! Ajudem enviando todos os tipos de correspondência, como cartas, fax e e-mail para o Ministério do Meio Ambiente, demonstrando que a sociedade brasileira também se preocupa com a conservação da zona costeira do Brasil e quer viva esta região!