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PROJETO ATLANTIS

Site oficial do projeto: http://www.projetoatlantis.com.br/

O Projeto Atlantis foi estruturado no mês de março de 1995 para atender às necessidades de se iniciar uma investigação sobre a mortalidade de cetáceos (baleias e golfinhos) no litoral sul do Estado de São Paulo (mais especificamente no município de Ilha Comprida e na Ilha do Cardoso), e no norte do Paraná (na Ilha do Superagui). A iniciativa partiu do Biólogo Marcos César de Oliveira Santos, que desde o ano de 1993 vinha levantando dados sobre avistamentos e encalhes de cetáceos ao longo de toda a costa paulistana. Dentre tais observações entre 1993 e 1995 destacam-se os primeiros registros da orca-pigméia (Feresa attenuata) e da baleia-bicuda de Arnoux (Berardiur arnuxii) para a costa brasileira, além do relato da presença do primeiro caso de um golfinho solitário e sociável para o país (espécie Tursiops truncatus), além de mais 69 outras ocorrências.

OBJETIVOS DO PROJETO ATLANTIS

Desenvolver programas de pesquisa científica sobre cetáceos de médio a longo prazo no Brasil e no exterior. Tais pesquisas são extremamente necessárias para saber como poderemos manejar, num futuro próximo, o convívio harmonioso da população humana em crescente aumento numérico em diversas regiões do Planeta, com os recursos naturais cada vez mais escassos. Especificamente, pretendemos:

1.1. Conduzir estudos sobre uma população do boto-tucuxi marinho (Sotalia fluviatilis) encontrada no estuário de Cananéia, litoral sul do Estado de São Paulo. Tais estudos acabam sendo de longo prazo, pois estamos lidando com uma espécie que apresenta ciclo reprodutivo lento, longevidade relativamente grande (chegam até cerca de 36 anos de idade), que se encontra em águas relativamente turvas, que tem dimensões relativamente pequenas (chegam a 2 metros de comprimento na idade adulta), e que apresenta comportamento tímido quando da presença de embarcações. As linhas de trabalho são as mais diversas, destacando-se as investigações sobre aspectos ecológicos, mortalidade, genética, taxonomia e sistemática. A partir do ano de 2000 as investigações passaram a abranger uma área maior de investigação, que inclui as Baías dos Pinheiros e de Guaraqueçaba no Estado do Paraná. Trabalhamos em parceria com o Departamento de Ecologia da USP, o Departamento de Biologia da USP, o Laboratório de Reparo de DNA do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, o Instituto Oceanográfico da USP (especificamente o Laboratório de Química Orgânica, a Biblioteca, a Base de Cananéia e o Museu), o Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina Veterinária da USP, o Instituto de Pesca de Cananéia, o Projeto Sotalia da Baía de Anhatomirim em Santa Catarina, o Projeto MAQUA da UERJ, o Grupo de Estudos sobre Mamíferos Aquáticos do Rio Grande do Sul (GEMARS), o Laboratório de Mamíferos Aquáticos do Museu "Prof. Eliézer de C. Rios" em Rio Grande, a Sociedade de Estudos e Pesquisas em Ecossistemas Aquáticos (SEPEA - UNIVAP), o Núcleo Pró-Ação de Guaraqueçaba da Pontifícia Universidade Católica (PUC - PR), a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), a University of Auckland, Nova Zelândia, as ONGs Cetacean Society International, Whale & Dolphin Conservation Society, The Humane Society of the United States, e a Rayovac.

1.2. Desenvolver estudos populacionais sobre os estoques da baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) na Península Antártica. Tais estudos são desenvolvidos desde 1997/1998 em conjunto com outros pesquisadores brasileiros, e tem apoio da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM) e do Conselho Nacional de Pesquisa e de Desenvolvimento (CNPq). As saídas de campo são efetuadas nos meses de verão quando as baleias-jubarte podem ser encontradas em abundância no continente gelado. A partir do mês de maio de 2002 teremos mais detalhes sobre esse projeto neste site na seção Antártica.

2. Desenvolver programas de capacitação de estudantes e de profissionais de ensino sobre a biologia de cetáceos e de mamíferos aquáticos em geral, de atendimento à demanda cada vez maior de estudantes que desejam conhecer um pouco mais sobre os cetáceos e os mamíferos aquáticos, de atender às solicitações de Universidades e de Colégios pelo país que desejam receber informações sobre cetáceos. Para desenvolver tais programas foram criadas algumas linhas de atuação, dentre as quais destacam-se:

2.1) Cursos teóricos, cursos teórico-práticos e palestras

2.2) Programa de Estágio

2.3) Sugestões Acadêmicas para elaborar monografias, dissertações de mestrado e teses de doutorado.

 

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